00:00
00:00
00:01
Transcript
1/0
Semana passada nós iniciamos a análise de Gênesis e eu falei
sobre os versículos 1, 2 e 3 na semana passada, já tratamos desses
três versículos, hoje vamos prosseguir e vamos observar o que a Palavra
de Deus nos ensina até o versículo 25. Mas, evidentemente, nós não
temos tempo de fazer uma análise frase por frase, palavra por
palavra, expressão por expressão, como eu costumo fazer quando
prego aqui e compartilho com os irmãos a Palavra de Deus. Não dá tempo de fazer assim.
nós vamos fazer uma abordagem diferente hoje desse texto, que
é um texto um pouco maior, porque o tempo não permite abordagem
costumeira de palavra por palavra ou frase por frase. Mas antes, eu quero apontar,
como fiz na semana passada, eu quero apontar algumas preliminares,
algumas questões introdutórias, antes de olharmos para esses
versículos que nós lemos aqui em Gênesis 1, detalhando o processo
e a história da criação do universo. Primeiro fator que eu gostaria
de destacar para os irmãos, antes de olharmos para o texto propriamente
dito, é o fato de que a narrativa da criação, ela encontra paralelos
em culturas cristãs antigas. Por que isso é importante saber? Por que é importante ter ciência
disso? de que a narrativa da criação,
a narrativa bíblica da criação, narrativa de Gênesis, ela encontra
paralelos nas culturas pagãs, claro, nas culturas não judaicas
antigas. Por que isso é importante? Porque
isso mostra a existência de uma memória universal. Povos antigos, de milhares de
anos antes de Cristo, registraram suas tradições, tradições que
eram reflexos corrompidos pelo tempo, é verdade? De histórias
contadas por seus ancestrais, que falavam acerca da criação
do universo, que falavam sobre realidades ligadas a origem dos
céus, das estrelas, do mar, que falavam do abismo, que falavam
do caos como nós estudamos na semana passada, que narravam
essas coisas apontando alguns paralelos com a história da criação
conforme narrada por Moisés em Gênesis. Talvez um dos mais interessantes
que os estudiosos e arqueólogos descobriram foi um épico é encontrado
na Síria, no século XIX, que recebeu o nome de Enuma Elish. Enuma Elish significa quando
nas alturas. E essa expressão sendo a primeira
linha desse poema épico da criação, Como o poema começa assim, quando,
nas alturas, então, numa eliche, então esse ficou sendo o nome
do poema. E é interessante observar alguns paralelos que há entre
esse poema épico, E o relato de Gênesis, os estudiosos, eles
traçam elementos que são elementos paralelos e traçam elementos
que são elementos absurdamente distintos. Mostrando que mesmo
havendo distinções muito grandes entre essas duas narrativas,
mesmo assim existem resquícios de similaridade. Mostrando que
houve um tempo em que toda a humanidade cria numa mesma coisa. Acreditava
na origem divina do universo e foi passando essas histórias
da origem do universo criada por um Deus aos seus descendentes. E isso sendo preservado ao longo
dos séculos. Eu fiz aqui uma anotação de um
escritor relativamente conhecido, chamado Merrill Anger, ele escreveu
um livro chamado Arqueologia do Velho Testamento. E ele escreve
o seguinte aqui no seu livro Arqueologia do Velho Testamento.
Entre os anos de 1848 e 1876, como resultado das escavações
em Nínive, antiga capital do Império Assírio, Austin Lyard, Omus de Hassan e George Smith
recuperaram da biblioteca de Assurbanipal, que reinou de 668
a 626 a.C., recuperou as primeiras tábuas e fragmentos de tábuas
da grande epopeia da criação, conhecida entre os babilônios
e assírios. devido a sua relação com os primeiros
capítulos de Gênesis, poucas inscrições semíticas suscitaram
maior interesse. A epopeia registrada em cuneiformes,
em tábuas de barro, consiste de aproximadamente mil linhas
e era conhecida de seus antigos leitores pelas duas palavras
com que se iniciava, enuma elish. Quando nas alturas. E então,
o poema prossegue falando que o grande criador do mundo se
chamava Marduk. E ele criou o mundo a partir
da carcaça de uma deusa chamada Tiamat. E assim prossegue o relato
da criação desse épico babilônico. É claro, os homens dizem, mas
isso não tem nada a ver com o relato de Gênesis. Claro que não. Mas
existem alguns detalhes interessantes no Enuma Elish que mostram algumas
pequenas semelhanças evocando a ideia de uma memória comum. De maneira que ele aponta para
a realidade de que os povos antigos, os povos primitivos, milhares
de anos antes de Cristo, eles mantinham na sua mente uma tradição
também antiga para eles. de um Deus criador que fez os
céus e a terra. Isso está registrado na memória
universal. Todas as civilizações, semíticas
ou não, elas têm uma história da criação que elas atribuem
a um ser divino que criou os céus e a terra. E isso não é
mera coincidência. O fato é que tivemos um ancestral
comum E esse ancestral comum, nós sabemos o nome dele, se chamava
Adão. E temos uma mãe comum, sabemos
o nome dela também, o nome dela é Eva. E esses nossos pais primitivos,
nossos pais comuns, transmitiram as histórias que aprenderam aos
seus filhos, que transmitiram aos seus netos e assim por diante.
Mas com o passar do tempo essas tradições se corromperam, evidentemente. mas ainda conservam alguns elementos
da realidade que lhes foi transmitida aos seus ancestrais. Esse é um
fator importante a se saber, ou seja, a história da criação,
conforme o relato judaico-cristão, não é exclusiva nos seus pontos
essenciais, em termos especialmente de origem divina do universo,
não é exclusiva dos judeus e dos cristãos. Isso está gravado na
memória universal, na memória de todos os povos antigos, eles
afirmam isso. O universo criou, o universo
surgiu por um ato criador de Deus. Algo mais que eu quero
destacar aqui, em termos de questões preliminares. É muito difícil,
por mais que tenhamos boa vontade, E alguns teólogos, pastores,
até cientistas cristãos tentam fazer isso. Talvez tentando fazer as pazes
entre a Bíblia e as posições de alguns cientistas ateus. Mas
é basicamente difícil, é basicamente impossível harmonizar a doutrina
da criação com o evolucionismo. Existe uma tentativa de fazer
isso que é chamada de evolucionismo teísta. Em que as pessoas, os
proponentes dizem que na realidade Deus criou as coisas, mas ele
as criou num estado primitivo de desenvolvimento. E então,
com o passar das eras, aquilo que Deus criou foi evoluindo. E aí então surgiu o homem e surgiram
as formas de vida conforme nós as conhecemos agora. É o evolucionismo
teísta. Quando nós olhamos para o relato
de Gênesis, nós encontramos muitas dificuldades em harmonizar esse
relato com essa concepção tão conciliadora que é o evolucionismo
teísta. Veja, por exemplo, o versículo
20. O versículo 20 diz, disse também
Deus, povoem-se as águas de enxames de seres viventes. e voem as
aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Deus criou os seres
prontos. Ele criou as aves, aves. Ele criou os seres aquáticos
prontos. Ele não fez com que um anfíbio,
com o passar dos séculos, criasse asas. Não. Ele fez as aves. Fez os anfíbios e fez as aves
separadamente. Vejam também os versículos 21,
24 e 25. Criou, pois, Deus os grandes
animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais
povoavam as águas, segundo as suas espécies, e todas as aves,
segundo as suas espécies. Vejam o versículo 24. Disse também
Deus produz a terra seres viventes conforme a sua espécie, animais
domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie,
e assim se fez. E fez Deus os animais selváticos
segundo a sua espécie, e os animais domésticos conforme a sua espécie,
e todos os répteis da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que
isso era bom. Deus separou as espécies. E fez
com que eles se multiplicassem, essas espécies se multiplicassem
de acordo com suas espécies. Não houve a transição, o que
é chamado hoje em dia de macroevolução, que é o salto de uma espécie
para outra espécie. De maneira que uma ave se torna
um mamífero. Ou um sapo se torna uma ave. Isso não acontece no relato da
criação. Deus separou as famílias. Deus separou as espécies e as
criou prontas e ordenou que elas se multiplicassem. Nós, os cristãos,
nos acreditamos numa evolução, se podemos assim dizer, que ocorre
dentro das próprias espécies. Nós vemos isso na natureza. Vemos
novos tipos de cachorros. Quando eu era garoto, não tinha
tanta raça de cachorro como tem agora. Eu conhecia só o Viralata,
o Pastor Alemão, o Bulldog e a Lessie. Hoje em dia, nós temos tantos
tipos de cachorro que eu não consigo acompanhar. A Sofia fala, pai, eu quero um
Gold Retriever. Nem sei o que é isso. O dia que
eu descobrir o que é um gold retriever, talvez eu compre um
pra você. Mas nós percebemos isso dentro das próprias espécies,
essas mutações dentro das próprias espécies. Mas nós nunca veremos
um gato latir. Nós nunca veremos um gato virar
cachorro. Nunca veremos um passarinho virar
um rato. Nunca veremos uma baleia virar um hipopótamo. Nunca veremos
um pato virar um coelho. Isso nunca vai acontecer. E não
existem evidências fósseis que apontem para isso. Onde estão
os fósseis que mostram a transição de uma espécie para outra? Isso
não existe. Nós estamos sendo ensinados acerca do evolucionismo
há mais de um século. E o registro fóssil não apresenta
absolutamente nada que mostre a transição. de uma espécie para
a outra. Por causa disso, os evolucionistas
dizem que pode ser que a evolução se deu aos saltos. Ou foram saltos. De repente. O sapo voou. De repente. O que é aquilo? Um sapo voador. Um sapo que é
uma ave. Isso aconteceu de repente, foram
saltos. Isso para não ter que apresentar
evidências fósseis de transição. Então, evidentemente, é uma saída
desonesta da discussão. Isso não pode ser levado a sério. Além de outros absurdos que encontramos,
quando eu era garoto, Foi muito popular um livro que fez muito
sucesso entre os adolescentes da minha época, um livro chamado
Eram os Deuses Astronautas, de um escritor alemão chamado Erich
von Däniken. E os adolescentes do meu tempo,
eles devoravam esse livro. Eu devorei o livro, tanto que
eu nem tenho mais o exemplar, porque tanto que eu li o livro,
era interessantíssimo o livro, repleto de tolices, mas eu gostava,
era interessante aquilo. Ele dizia o seguinte, os deuses
dos nossos antepassados, adorados pelos egípcios, pelos sumérios,
pelos babilônios e por outros povos, tanto das Américas como
do Oriente Médio e de outras civilizações, na realidade eram
extraterrestres. E eles vieram aqui a este planeta.
E os nossos ancestrais pensaram que eles eram deuses, inclusive
Moisés. Inclusive Moisés, quando registrou
aqui Gênesis, ele usa a palavra Elohim, não no sentido do plural
majestático, que eu expliquei para os irmãos, mas no sentido
de plural real, plural simples. Ou seja, deuses vieram aqui,
astronautas vieram aqui, e Moisés os chamou de deuses. E eles então
transformaram esse nosso planeta num laboratório. e eles encontraram
espécies simiescas, macacos. E o que os astronautas, os ETs
fizeram então? Os ETs se uniram aos macacos
sexualmente. E qual foi o resultado dessa
união do ET com o chimpanzé, o ser humano? Então você é ET por parte de
pai e macaco por parte de mãe. Então isso explica por que não
há elos de transição entre o homem e o ser humano. Porque o homem
surgiu de repente da união amorosa entre o ET e o chimpanzé. Alguém já disse, acho que foi
o Chesterton, disse o seguinte, quando você não crê em Deus,
você está condenado a crer em qualquer coisa. Quem não crê em Deus, o castigo
aqui é crer em qualquer coisa. E as pessoas se dispõem a acreditar
que o ser humano é a mistura de ET com chimpanzé. Crem nisso. E creram nisso no passado, década
de 70, os jovens, adolescentes criam nisso com todo o seu vigor.
Preferem crer nisso do que crer na existência de um Deus poderoso,
santo, que fez os céus e a terra como demonstração do seu poder
e da sua glória e que nos ama e que enviou o seu filho aqui
para fazer com que nós pudéssemos morar com ele um dia. Há mais um fator que eu quero
apontar para os irmãos. e que está relacionado com a
questão dessa discussão do evolucionismo teísta, que é o conceito de dia-era. O que é o conceito de dia-era? Os evolucionistas teístas, eles
acreditam que cada dia da criação não foi um dia de 24 horas, mas
que cada dia, tarde e manhã, representaram eras. imensas, períodos gigantescos
de tempo. Por que os evolucionistas teístas
adotam o conceito do dia-era? Porque para a evolução acontecer
é necessário tempo. A evolução precisa de milhões
de anos para se processar. Então, onde nós vamos encontrar
na Bíblia, no relato da criação, para harmonizar isso com a ciência,
como podemos encontrar a noção de longos períodos de tempo para
o surgimento das diversas espécies? Então dizem o seguinte, olha,
a palavra dia, no Pentateuco, especialmente no relato da criação,
no Gênesis 1, a palavra dia não pode ser interpretada literalmente. É curioso, irmão, sempre que
surge um problema teológico, as pessoas correm para a interpretação
alegórica. É a única saída. Quando temos
dificuldades, a saída é alegorizar o texto, é fazer o texto dizer
o que ele não disse. É atribuir ao texto o significado
jamais pretendido pelo autor. E é o que fazem os evolucionistas
teístas. Então dizem, olha, a palavra
dia, ion, Não significa um dia de 24 horas,
é uma era. Na realidade existe uma palavra
hebraica para a era, que é a palavra OLAM. OLAM é uma palavra que
se refere a um período maior de tempo. Mas a palavra YOM é
uma palavra que se refere a um dia de 24 horas, especialmente
quando associado a um numeral ordinal, no peitateuco. Dia. No Pentateuco, quando se
fala primeiro dia, segundo dia, sempre se refere a um dia de
24 horas. Por isso o texto diz, houve tarde
e manhã. Isso é literal. Deus criou o
mundo, o universo, em seis dias. E o sétimo descansou. E o seu
descanso permanece até hoje. E sabe o que é ir para o céu?
Ir para o céu é entrar no seu descanso. Porque o seu descanso
nunca acabou. Por isso a nossa vida é eterna.
Porque a vida eterna é descanso. Que descanso? A vida eterna é
o descanso de Deus. Quando eu entro para a vida eterna,
quando eu entro para o gozo da vida eterna, eu entro para o
descanso de Deus. E o descanso de Deus não tem
tarde manhã. O descanso de Deus é um dia sem
fim. É eterno. É perene. Nós estamos
caminhando para o dia do descanso de Deus. Resta um descanso sabático
para o povo de Deus. E estamos caminhando para ele.
Você não deve ter medo da morte. A morte é o descanso sabático
de Deus. A morte, para o crente, é o entrar,
é o adentrar no sábado de vidro. que não tem noite, é um dia constante. Ele vai descansar para sempre
nesse sábado que começou quando a criação terminou. Começou o
descanso de Deus e nunca mais esse descanso terminou. Nós vamos
entrar para esse descanso. E o outro fator que eu quero
destacar, e esse está relacionado agora diretamente ao texto aqui,
é que os irmãos devem observar que esse texto é um texto cíclico. E o que eu quero dizer com isso?
O que significa um texto cíclico? É um texto que repete, ele segue
uma sequência que vai se repetindo. Eu anotei o ciclo, depois eu
olhei em alguns comentários e eu vi que outros comentaristas apresentam
ciclos bem semelhantes ao que eu tinha enumerado, com alguma
diferençazinha, mas eu prefiro o meu. Eu prefiro o meu. Então
eu vou passar o ciclo que eu percebi aqui na narrativa. Vejam, o primeiro ciclo, o primeiro
elemento do ciclo é disse Deus e assim se fez. Isso acontece
várias vezes. Disse Deus e assim se fez. Disse Deus e assim se fez. O segundo elemento do ciclo é
chamou Deus e ele dá o nome. Chamou Deus, então dá o nome. Um outro elemento no ciclo da
narrativa. E o terceiro elemento no ciclo
é a frase viu Deus que era bom. Viu Deus que era bom. Isso se repete. Você vai lendo
a narrativa e aparece. Viu Deus que era bom. Viu Deus que era bom. Então,
eu quero apontar para os irmãos, a partir dos componentes desse
ciclo, eu quero apontar para os irmãos três verdades relacionadas
ao que está exposto aqui nessa passagem. todas elas ligadas
a, cada uma delas ligadas a um dos elementos desse ciclo. E
a primeira verdade é a seguinte, a palavra de Deus é infalível.
A palavra de Deus é infalível. Os irmãos devem observar o versículo
3, que diz assim, disse Deus, haja luz. Resultado, houve luz. Vejam o versículo 6, disse Deus,
haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento
e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre
o firmamento. E aí vem o resultado disso, e
assim se fez. E esse efeito, esse dizer e acontecer
vai se processando. É interessante os irmãos observarem
o que é dito aqui, especialmente nos versículos seis e sete. Porque
abrindo um parêntese aqui rapidinho, nós descobrimos a partir dessa
narrativa dos versículos seis e sete que ao tempo da criação
havia como que um oceano celeste. E você vai se assustar agora
com isso. Um oceano celeste. Imaginou? O texto diz que Deus separou
as águas. As águas acima nos céus e as
águas debaixo do firmamento. Mares aqui embaixo e mares lá
em cima. Então o que Deus fez? O que nós
temos aqui é, muito possivelmente, o texto fala na sequência da
criação, o texto fala que uma neblina regava a terra. E existem
comentaristas que dizem que a chuva não existia. O que regava a terra
era uma neblina. Não chovia. Isso entra um pouquinho
na teologia especulativa. Mas o fato é que nós não temos
relatos de chuvas. O texto não fala de chuva até
o capítulo 6. Fala de uma neblina regando a
terra. E mais, o texto fala da grande longevidade dos homens. Adão morreu com 930 anos. Imaginaram
isso? 930 anos? Dizem que você olhava
pra ele e você não dava mais do que 910. Alguém já brincou assim. Mas
imaginem alguém vivendo todo esse tempo, como isso é possível?
Então, dizem alguns comentaristas, dizem alguns estudiosos o seguinte,
olha, esse oceano celeste, ele transformava essa terra, este
mundo, numa estufa. E isso, então, filtrava os raios
solares e fazia da nossa atmosfera uma atmosfera muito mais saudável
do que é agora. Isso explicava, então, a longevidade
dos homens. Havia muito mais. Havia uma couraça
de proteção. Não era só uma camadinha de ozônio. Havia um oceano cobrindo a terra. Isso explica também o texto que
diz, quando veio o dilúvio, o texto diz, as comportas dos céus se
abriram. Não foi uma chuvinha, foi um
despejar de um oceano sobre a Terra. As comportas dos céus se abriram. E depois do dilúvio, os homens
passaram a viver menos. Coincidência? Não sabemos. Estou no campo da especulação
aqui. Mas o fato é que o texto fala de um oceano celeste. que não existe mais. E o texto prossegue realçando
que Deus fala e acontece, Deus fala e acontece até que nós chegamos
no versículo 16. E quando chegamos no versículo
16 nós nos deparamos com uma expressão que é extremamente
curiosa. Vejam, o texto diz, fez Deus
os dois grandes luseiros, o maior para governar o dia e o menor
para governar a noite. E então, vejam a rapidez da frase
que vem a seguir. A frase que vem a seguir é uma
frase rápida. A frase que vem a seguir é quase
que um lembrete de última hora. A frase que vem a seguir é quase
que uma notinha de rodapé. E diz o seguinte, e fez também
as estrelas. O que é curioso, sob o ponto
de vista literário desta frase, é a sua rapidez. E o modo como
ela acontece no texto, como se fosse um simples, uma simples
lembrancinha, um simples detalhezinho na narrativa. Deus fez as estrelas. Ah, já ia me esquecendo de dizer
um detalhe, um detalhezinho que eu quase me esqueci de falar.
Ainda bem que eu lembrei agora. Deus fez as estrelas. Quantos livros você escreveria
se você tivesse feito uma estrela? Quantos parágrafos você escreveria
se tivesse feito uma estrelinha só? Mas o texto, no modo como
ele se desenvolve, no modo como ele caminha, no seu ritmo, ele
mostra a facilidade de Deus em criar essas coisas. O texto mostra
a rapidez, a facilidade e a ausência de obstáculo em Deus para criar
essas coisas. Ele vai narrando as coisas todas
aqui, presentes, próximas de nós, e então o texto diz e ele
fez as estrelas. Bastou falar e as estrelas surgiram.
Todo o universo se desenrolou e se abriu e as estrelas surgiram.
Isso tudo mostra que a palavra de Deus é infalível. Nós podemos crer na sua palavra,
porque quando Deus fala, acontece. Tudo que Deus diz, acontece. O que Deus prometeu, Ele fará. O que Ele disse que fará, Ele
realmente fará. Nós podemos confiar, porque a
sua palavra é viva, a sua palavra não passa, a sua palavra é firme
e ela não pode passar. Mas há uma segunda verdade aqui,
nessa narrativa. Além da verdade de que a palavra
de Deus é infalível, consubstanciada nessa sequência, disse Deus e
assim se fez. Há também uma outra verdade aqui.
A autoridade de Deus é absoluta. É importante nós nos depararmos
com isso já logo no começo da Bíblia. Por quê? Porque nós vivemos
dias em que há uma verdadeira crise de autoridade no nosso
mundo. As pessoas, do nosso país em
especial, elas não aceitam o conceito de autoridade, em hipótese alguma. Jovens, homens, mulheres dizem,
autoridade sobre mim sou eu. Eu sou autoridade sobre mim.
Os filhos não se sujeitam aos pais. Esqueçam isso. Essa possibilidade foi absolutamente
descartada da nossa sociedade. Os filhos não se sujeitam aos
pais. Os pais dizem, eu não sei o que
eu faço. Vou fazer o que? Vou matar? Não tem como matar. Eles não obedecem. Eles não reconhecem
a autoridade paterna. E isso cria um caos terrível
na casa, no lar. Porque as crianças brigam entre
si. Elas, evidentemente, são crianças. Elas precisam de alguém que ponha
limites sobre elas, a elas. E elas não têm ninguém com esse
pulso, essa autoridade para colocar limites a elas. Então brigam
entre si. E ninguém resolve essas questões
do lar. Esse desequilíbrio no lar, essa
desarmonia no lar. Entre filho e filho. Entre filhos
e pais. Porque não há uma figura de autoridade.
A figura de autoridade se desmanchou, desapareceu. Não há mais essa
figura. Falar. Falar hoje em dia sobre a sujeição
da esposa ao marido é pedir para ser agredido verbalmente e olhe
lá. Talvez até é bom sair do auditório, é bom
sair do lugar da palestra com guarda-costas. Porque falar para
uma senhora que ela deve se submeter ao seu marido, isso se constitui
numa das maiores ofensas inaceitáveis para as mulheres de hoje, inclusive
crentes, por incrível que pareça, inclusive crentes, não aceitam,
hipótese alguma, isso é inaceitável. O professor ter autoridade sobre
as crianças, Criança deve ter liberdade para fazer o que quiser,
arrebentar tudo, quebrar tudo, não tem problema. Professor não
pode ter autoridade sobre ela. Recentemente eu vi uma reportagem
rapidinha sobre a língua portuguesa. Língua portuguesa tem normas.
Língua portuguesa tem normas, tem regras. Essas regras se impõem
a nós. Nós temos que falar corretamente,
temos que escrever corretamente. Agora, há um projeto no Ministério
da Educação dizendo, não, cada um vai escrever e falar como
quiser, não tem mais normas. Nós vai falar do jeito que nós
quiser. E nós vai escrever também. E ninguém, e ninguém, Ninguém
poderá dizer que está errado, porque dizer que está errado
é politicamente incorreto. Dizer que está errado é fazer
bullying. Dizer que está errado é criar
pressão psicológica sobre as pessoas. As pessoas sentem discriminadas,
eu falei errado, eu estou falando errado, estão observando, eu
me sinto discriminado, então não pode. Agora, todos podem
falar do jeito que quiser, escrever do jeito que quiser, não tem
mais que aprender normas nenhuma, nada mais, nada. Façam o que
quiserem. Até a nossa língua esse governo
porco destruiu. Até a nossa língua. Esse governo
porco acabou com isso. Não sou a favor de PSDB, pra
mim todos são porcos, todos. Eu só creio num governo, o governo
do chefe adorável, que um dia virá. Não sou petista nem antipetista,
eu sou... Eu creio no reino de Cristo que
virá. Esse é o meu político, é nele
que eu voto, é nele que eu voto. Os outros todos são sujos e mentirosos,
todos, independentemente de partido, todos são sujos e mentirosos.
Mas destroem tudo, porque não suportam a ideia de haver uma
autoridade, mesmo que essa autoridade seja etérea, seja uma norma,
uma norma linguística, nem isso o nosso povo suporta, nem esse
tipo de autoridade o nosso povo suporta. De que modo isso que
eu estou falando se relaciona ao contexto? Muito simples. Quando nós olhamos para o texto,
nós encontramos, vejam por exemplo, no versículo 5. Vejam o que diz
o versículo 5. Chamou Deus a luz dia e as trevas
noite. Estava conversando sobre isso
com os irmãos hoje na nossa classe de novos membros. De que modo
essa expressão, de que modo essa frase que lemos aqui se relaciona
com a autoridade de Deus? Na Bíblia, quando alguém dá nome
a alguma coisa ou a alguém, isso significa que essa pessoa que
dá nome tem autoridade sobre aquela que recebe o nome. Então
quando Deus diz, quando a Bíblia diz, chamou Deus à luz dia, Ele
deu nome à luz, a luz é se chamar dia. Isso significa que Ele é
Senhor, dono da luz. Ele é o dono da luz. Ele é o
dono do dia. Ele é o Senhor da luz. Ele é
o Senhor do dia. Quando o texto diz que Ele chamou
as trevas noite, Ele deu nome às trevas. Isso significa que
Ele é o Senhor das trevas. Ah, eu pensei que era o diabo.
Não é. Não é. Nosso Deus é o Senhor das trevas,
é o Senhor da noite, Ele é o Senhor da escuridão e Ele é o Senhor
do inferno. Não preciso ter medo da noite?
Não. Não preciso ter medo do escuro? Não. Ele é o Senhor do
escuro. Ele é o Senhor da noite. Ele
é o Senhor das trevas. Ele tem as chaves do inferno.
Tem as chaves do abismo. Tem as chaves da escuridão. Não
tenho que ter medo da morte? Não. Ele é o Senhor da morte. Ele manda, ele controla, ele
domina todos esses reinos. Ele diz, haja luz, e há luz,
e a escuridão desaparece. e o sol também. Quando o texto
diz, Deus chamou o firmamento de céus, isso mostra sua autoridade
sobre os céus. Quando os irmãos veem, por exemplo,
o versículo 10, veja o versículo 10, diz assim, a porção seca
chamou Deus terra e ao ajuntamento das águas, mares. Quando o texto
diz isso, o texto está dizendo, o Senhor é a autoridade sobre
a terra. O Senhor é o dono da terra. O
Senhor é autoridade sobre os mares. O Senhor é o dono dos
mares. É por isso que Jonas, quando
fugiu de Deus, não conseguiu. E quando ele estava naquela situação
terrível, embaraçosa, quando as sortes caíram sobre ele, perguntaram,
quem é você? Ele disse, eu sou hebreu e eu
sirvo o Deus, que fez os céus, a terra e o mar. Ele é dono de
tudo. E quando ele disse isso, os marinheiros
ficaram assustados, dizendo, o que foi isso que você fez conosco? Para onde nós vamos fugir agora?
O seu Deus é dono de tudo, e é isso mesmo, o Senhor é dono de tudo,
do céu, da terra e do mar. E esse texto de Gênesis 1 aponta
para essa autoridade, o Senhor é soberanos sobre todas essas
coisas. Se os irmãos olharem também,
vejam o que acontece no versículo 19 do capítulo 2. É importante que os irmãos vejam
isso também. Vejam o que diz 2,19. Havendo,
pois, o Senhor Deus formado da terra, todos os animais do campo
e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem para ver como este lhes
chamaria. E o nome que o homem desse a todos os seres viventes,
esse seria o nome deles. Deu nome, o homem, a todos os
animais domésticos, as aves dos céus e a todos os animais selváticos,
para o homem, todavia, não achava uma auxiliadora que lhe fosse
idônea." Vejam, o homem dá nome aos seres viventes. O que significa
isso? que o homem tem autoridade sobre os seres viventes. Não são os seres viventes que
nos controlam, não são os animais que nos controlam, hoje em dia
estão invertendo a situação. O cachorrinho é que manda na
casa, determina inclusive o orçamento da família. Tem havido, na atualidade,
uma exacerbação da figura dos animais. entre as famílias. Eu estava caminhando com a minha
esposa, nesses dias lá no nosso bairro, nosso bairro é um bairro
muito tranquilo, a gente estava fazendo caminhada, e aí chegou uma senhora, estacionou
o carro, entrou na casa e ela viu o marido e falou pro marido,
por que você não me ligou? Eu estou te esperando sem ligar
esse tempo todo. E ele balbuciou alguma coisa, ela viu o cachorrinho,
oi meu amor, cachorrinho bonitinho. Ela passou ao contrário. Era
para ela olhar para o marido e falar, oi meu amor. E o cachorro
em segundo plano. Mas o cachorro tinha mais o carinho
dela do que o próprio marido. E tem havido tantas coisas ligadas
a isso. Há cachorros que vão em psicólogo.
Ter aconselhamento. Cachorros com síndrome do pânico.
Cachorros deprimidos. Com problemas graves existenciais. Eu soube que próximo de nós aqui
tem um centro espírita para animais. Então, se o seu cachorro morreu,
você vai lá e o espírito do cachorro baixa no médium. E você consegue,
então, brincar com o seu cachorrinho encarnado ali no médium. O médium
começa a latir, rosnar, grunhir. A ele mesmo, é ele, é o Lulu.
O Lulu! E ficaram brincando com o médium
lá porque o cachorrinho morto sim, baixou lá o espírito dele
no médium e assim a coisa tem caminhado. Todas essas tolices,
irmãos. A gente conta, os irmãos pensam
que é piada, mas não é piada. São realidades que temos vivido
hoje em dia. E todas essas tolices são vivenciadas e experimentadas
e vistas por nós porque as pessoas não entendem o programa de Deus,
o plano de Deus para a criação. Nós somos senhores da criação.
O Senhor nos colocou para dominar a criação, cuidar dela sim, mas
não para que ela nos dominasse. Não para que fôssemos escravos
das coisas criadas, mas para que as coisas criadas nos servissem
e nós fôssemos seus protetores. Há algo mais, e aqui alguns vão
ficar bravos comigo. Vejam o que diz o versículo 320. Posso ler? Já leram? E deu o
homem o nome de Eva, a sua mulher. O que significa isso? O que as mulheres podem me responder
agora? E deu o homem o nome de Eva,
a sua mulher. O que significa isso? Ah, pastor, vamos mudar de texto
que esse aqui eu não gostei. E significa que o marido é autoridade
sobre a esposa. Vivemos essa crise hoje em dia,
de autoridade. Temos que aprender no livro de
Gênesis. Há um Deus no céu que é autoridade sobre nós. E esse
Deus no céu que é autoridade sobre o céu, sobre a terra, sobre
o mar, sobre o dia, sobre a noite, sobre a escuridão, sobre a luz.
Esse Deus estabeleceu uma ordem. Ele diz que vocês devem governar
sobre os animais. Sobre os seres viventes e maridos,
vocês devem ser líderes de suas esposas. É interessante no relato
de Gênesis que quando nós chegamos no versículo 14 do capítulo 1,
Gênesis 1 14, O texto diz, também disse Deus, haja luseiros no
firmamento dos céus para fazerem separação entre o dia e a noite
e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos e
sejam para luseiros no firmamento dos céus para lumear a terra
e assim se fez. É interessante aqui, o texto
não diz, e chamou Deus o luseiro maior de sol e o luseiro menor
de lua. Deus não diz isso. Moisés não
diz isso, por quê? Porque Moisés sabia que no Egito,
onde o povo de Israel tinha passado todas as últimas gerações, vivendo
todos os últimos séculos, os maiores seres adorados eram o
Sol e a Lua. Então, Moisés sequer menciona
o nome deles e os chama apenas de luseiros. São luseiros que
servem para iluminar o dia e a noite. O Senhor, o dono de tudo. o soberano sobre eles é Elohim. Eu nem cito o sol, eu nem cito
a lua, são apenas luseiros, são apenas lanternas, o grande Deus
é Elohim. E se nós reconhecermos a autoridade
de Elohim, se nós reconhecermos a autoridade do Senhor, o Criador
dos céus e da terra, e nos curvarmos sob a sua autoridade, reconheceremos
também a autoridade do seu programa, do seu plano, e teremos um relacionamento
com o universo adequado, teremos um relacionamento com a natureza
adequado, teremos um relacionamento adequado com os nossos animais,
e teremos um relacionamento adequado dentro da nossa casa, na nossa
família. E finalmente, O texto prossegue
na última fase do seu ciclo, dizendo que tudo que Deus fez
foi bom. E a última verdade é, a obra
de Deus é boa. A primeira verdade, a palavra
de Deus é infalível. A segunda verdade, a autoridade
de Deus é absoluta. E a terceira verdade, a obra
de Deus. O texto diz repetidas vezes,
versículo 4, versículo 10, versículo 12, versículo 18, versículo 21,
versículo 25, mais para frente, versículo 31, diz que tudo que
Deus fez é bom. Porque isso é importante. Quando o texto diz que tudo que
Deus fez é bom, isso significa que isso estava de acordo com
o seu propósito benéfico, o seu propósito santo, tudo que Deus
fez se harmonizava com seu propósito benéfico e santo. E tudo que Deus fez era marcado
por beleza e harmonia. Tudo era lindo, perfeito e bom. É isso que o texto quer dizer
com essa frase, viu Deus que era bom. E por que é importante
saber isso? Porque Algumas seitas surgiram
posteriormente, especialmente na era cristã, dizendo que o
criador da matéria era um demônio perverso. E esse demônio perverso,
que eles chamavam de uma emanação, que eles chamavam de um Aion,
uma emanação de um deus bom, essa emanação de um deus bom,
que se tornou má, essa emanação produziu a matéria. E a matéria,
portanto, Era má. E você vai dizer, e o que isso
me afeta? Isso te afeta em muito, porque
você é matéria. Você não é só matéria, mas você
também é matéria. E essas seitas, quando diziam
que a matéria era má, automaticamente diziam que o nosso corpo é mau.
E dizendo que o nosso corpo é mau, diziam o seguinte, faça o que
quiser com seu corpo. E quando diziam façam o que quiser
com seu corpo, as pessoas então caíam na imoralidade. Dizendo que a matéria era má,
se lançavam na podridão. Dizendo que o seu dever era fazer
com que a matéria fosse desprezada. Outros caíam no ascetismo e judiavam
do próprio corpo com jejuns e macerações terríveis. Impingindo sobre si
torturas terríveis. Dizendo a matéria é má, esse
corpo é mau, eu tenho que judiar dele. E sofriam trazendo flagelos
sobre si. Enquanto outros, desprezando
o corpo, caíam na imoralidade. Tudo por quê? Porque não aprenderam
a lição. O que Deus fez é bom. Este corpo é bom. Este mundo
é bom. A terra é boa. As árvores são
boas. Tudo que eu posso tocar com os
meus sentidos, perceber com os meus sentidos, tudo é bom, porque
Deus fez tudo bom. O mal, o mal é o bem de Deus,
pervertido. Deus não criou uma essência má,
uma substância má. Isso nunca ocorreu. O mal que
existe no universo, é o bem criado por Deus, pervertido pelo pecado. Tudo o que ele fez tem as digitais,
as suas digitais, as suas marcas, de modo que há bondade em toda
criação. É assim que o ciclo termina e
os irmãos observam isso, essas coisas, e podem tirar a partir
daí as suas conclusões no que diz respeito ao impacto dessa
passagem sobre o seu modo de viver. Mas eu quero ajudá-los
nisso também um pouquinho. E antes de terminar, eu quero
destacar algumas formas como tudo isso pode se aplicar a nós. Primeiro lugar, como nós podemos
aplicar esse texto a nossa vida? De que modo esse texto pode nos
modificar? Primeiro lugar, esse texto tem que mudar a sua oração. Como é que você ora? Alguns irmãos que têm a sua rezinha
e fazem a sua rezinha, geralmente termina dizendo, perdoa a multidão
dos nossos pecados, em nome de Jesus amém. É uma resinha que
alguns irmãos decoraram e fazem essa resinha ao longo dos anos
aí, uma coisa mecânica sem sentido. Outros têm por hábito fazer da
oração apenas uma forma de expressar diante de Deus os seus desejos
pessoais, como se Deus fosse apenas o gênio de uma lâmpada,
diante de quem apresenta os meus desejos e espero que ele realize
os meus desejos de alguma forma. Claro que não é errado nós apresentarmos
a Deus as nossas petições. Mas as nossas orações, elas têm
que ter um conteúdo melhor elaborado. E quando nós olhamos para o texto
da criação e vemos o modo como isso causa impacto sobre outras
porções do Novo Testamento, nós aprendemos que as nossas orações,
elas devem ser marcadas também por um louvor contínuo a Deus,
por tudo aquilo que Ele fez. Nós temos que aprender a orar
como as pessoas oram, como os anjos oram no céu. Como as entidades
celestes, os anjos ou santos, oram no céu. Como eles se dirigem
a Deus, como são suas palavras dirigidas a Deus nos céus. Se
os irmãos olharem Apocalipse 4, os irmãos verão. E o modo
como isso deve moldar a nossa postura diante da súplica, diante
do dever da oração. Vejam Apocalipse 4, 10 e 11.
Diz assim, os 24 anciãos, alguns dizem que é a igreja, outros
dizem que são anjos, prostrar-se-ão diante daquele que se encontra
sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos
e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando,
Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra
e o poder. Por que ele é digno de receber
a glória, a honra e o poder? Porque todas as coisas Tu criaste,
sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.
A nossa oração deve ser marcada por isso. Eu devo orar a Deus
dizendo, Senhor, eu te louvo. Eu devo começar a minha oração
assim, Senhor, o Senhor é digno de louvor. O Senhor é digno de
glória. O Senhor é digno de honra. Por quê? Porque o Senhor criou
todas as coisas. O Senhor criou a lua e as estrelas.
O Senhor criou o sol, as nuvens, o firmamento. O Senhor criou
o mar. O Senhor criou a terra. O Senhor criou os animais. O
Senhor criou as árvores. O Senhor criou todas as coisas.
E eu te louvo porque o Senhor é digno de glória pelo simples
fato, entre aspas, ter criado todas as coisas. O senhor é o
criador. Eu devo como cristão aprender a louvar a Deus porque
ele é criador e porque ele é salvador. Nós louvamos a Deus geralmente
apenas quando ele concede alguns anseios nossos, mas a bíblia
nos ensina a louvar a Deus porque ele é criador e porque ele é
salvador. Comece a fazer isso nessa semana.
Diga senhor eu te louvo pelos céus Pela terra, pelas nuvens,
pelas estrelas, pelas árvores, pelos animais, pela sua criação.
Porque o Senhor é digno de louvor como Criador que o Senhor é.
A sua grandeza, a sua glória se manifesta na criação e eu
te louvo por isso. Veja também uma outra aplicação
em Atos 17. Atos capítulo 17. Veja como isso pode livrar você
de erros terríveis, de perigos terríveis. Atos 17, versículo
24. Há pessoas que estão errando
seriamente porque não aprenderam com Gênesis 1. Há pessoas sendo
escravizadas porque não aprenderam as lições de Gênesis 1. E nós
vemos aqui em Atos 17 que os apóstolos aprenderam. Vejam,
o texto diz Atos 17, 24 a 26, diz assim, o Deus que fez o mundo,
é o apóstolo Paulo, falando aqui, falando aos atenienses. Ele fala,
o Deus que fez o mundo e tudo que nele existe, ele está lembrando
de Gênesis 1. Ele leu Gênesis 1 antes de falar
isso. Ele aprendeu lições com Gênesis 1. E ele então vai prosseguir
dizendo, o Deus que fez o mundo e tudo que nele existe, sendo
ele Senhor do céu e da terra, ele deu nome ao céu e à terra,
ele é Senhor. Não habita em santuários feitos
por mãos humanas. Nem mesmo as mãos de Edir Macedo. E de nenhum outro suposto bispo,
ou pastor, ou apóstolo, ou sei lá o quê. Ele não habita nesses
lugares. E nós aprendemos isso Quando
aprendemos a doutrina da criação, o Senhor não habita nesses lugares.
Podemos encher esses lugares de ouro, de prata, de mármore,
de pedras preciosas. O Senhor não habita em templos
feitos por mãos humanas. O Senhor habita na comunidade
dos redimidos, dos salvos, e eles podem se reunir até debaixo de
uma árvore, e o Senhor habitará lá com eles. E o Senhor habita
no coração daqueles que o receberam, que receberam o Seu Filho como
Salvador, alegrando essas vidas, dando vida espiritual aos seus
corações. É ali que o Senhor habita. Ele não habita em templos
feitos de mármore, de pau ou de pedra. Não se enganem. E o apóstolo Paulo aprendeu isso
aonde? Em Gênesis 1. Por isso, ele não se deixava
levar por mentiras de homens maus, pervertidos, perversos,
que querem enganar as pessoas para arrancar dinheiro delas.
Não. Ele sabia, o Senhor é o Criador
dos céus e da terra. Não habita em tempos, por mais
suntuosos e majestosos que sejam. É algo mais a se aprender em
Gênesis 1. Veja o texto de Romanos, escrito
pelo próprio apóstolo Paulo. Romanos 1. Veja o que diz o texto,
versículo 18. Nós aprendemos em Romanos 1 que não dar graças a Deus e louvar
ao Senhor, Criador dos céus e da terra, é perigoso. É muito perigoso. Romanos 1 mostra o que acontece
com a pessoa que vê a criação de Deus que vê o resultado de
Gênesis 1 e não o adora e nem lhe dá graças. Essa prática de
observar a criação, tudo que Deus fez, todas as coisas grandiosas
que Ele fez, olhar a criação, dar de ombro, seguir com a vida
e não dar glórias a Deus e nem lhe dar graças é uma postura
extremamente perigosa. Se você está aqui hoje, E a sua
postura diante do Deus Criador é uma postura de apatia, indiferença. Isso é perigoso pra você. E o
apóstolo Paulo mostra esses perigos. Eu vou mostrar pra vocês agora.
Vejam Romanos 1, 18. Diz assim. A ira de Deus se revela
do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm
a verdade pela injustiça. Por quanto que de Deus se pode
conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder,
como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem desde
o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram
criadas. Tudo que foi criado revela o
que Deus é. Tais homens são por isso inesculpáveis,
por quanto tempo conhecimento de Deus. Eles viram a criação
de Deus, reconheceram. Deus existe. Mas vejam o pecado
deles. Eles não glorificaram como Deus.
Nem lhe deram graças. É você? Esse texto fala de você? Viram
a obra de Deus, a sua criação grandiosa, gloriosa. Perceberam
a sua mão poderosa em todas as obras da criação, em todo o universo
ao redor. Desde as pequenas aves cantando
até as grandes estrelas dos céus. Mas não o glorificaram como Deus. Nunca! e nem lhe deram graças,
nunca! E o texto então diz o que acontece
com essas pessoas. O texto prossegue dizendo, eles
se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-lhes
o coração insensato. Eles ficaram com o coração entenebrecido,
o coração deles escureceu. E nas trevas do seu coração eles
passaram a ter pensamentos vãos, tolos e vazios. Passaram a crer
em mentiras absurdas, em tolices sujas, inculcando-se por sábios,
tornaram-se loucos. Se você, se você vê a criação
ao seu redor e nunca Nunca se deu conta do Deus criador e do
seu dever de adorá-lo e louvá-lo e dar graças a ele, você corre
esse risco de ter um coração obscurecido e dar crédito a tolices,
a mentiras, a pensamentos vãos e a coisa continua e piora. O
texto diz, mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança
de imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes
e répteis. O texto diz que essas pessoas
podem começar a adorar a criatura. Começa a piorar a situação. Começam
a ter ídolos. Começam a deificar aquilo que
Deus criou. Caem na idolatria. E o versículo 24 diz outro perigo.
Por isso Deus entregou tais homens à imundícia pelas concupiscências
de seu próprio coração. Além de se tornarem idólatras,
se tornam pessoas imundas, sujas do seu comportamento, gente imoral,
gente que praticam mal. E o texto prossegue para desonrarem
o seu corpo entre si. Começam a desonrar os seus corpos. praticando imoralidades terríveis. O texto prossegue e fala que
alguns deles começaram a se inflamar homens com homens. E o texto
prossegue e fala que algumas mulheres começaram também a se
contaminar mulheres com mulheres. E a imoralidade dessas pessoas
foi alcançando um grau cada vez mais intenso e profundo. E caíram
em pecados terríveis de depravação do próprio corpo, de desonra
do próprio corpo. E o texto termina, o texto chega
no seu final mostrando o poço profundo em que eles caem. No
final o texto diz... No versículo 29, que se tornam
pessoas cheias de injustiça, de malícia, avareza, maldade,
possuídos de inveja, homicídio, contenda, dóloma, malignidade,
sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes,
soberbos, presunçosos, inventores de mal, desobedientes aos pais,
insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. É
o retrato do diabo isso aqui. Onde isso começou? Onde esse caráter tão depravado
começou? Muito simples. Isso não começou numa penitenciária,
isso não começou numa comunidade, uma favela cheia de traficantes
e bandidos, não. Esse caráter tão depravado começou
no dia em que o indivíduo olhou ao seu redor e viu a obra criadora
de Deus. E não o glorificou como Deus,
nem lhe deu graças. Foi aí que esse processo começou. Não brinque com o Gênesis 1.
Não brinque. Hoje, se aproxime do Senhor na
sua casa e diga, Senhor, eu nunca fiz isso, é a primeira vez na
minha vida. Estou com medo. O Senhor é o Criador e eu pela
primeira vez na minha vida estou aqui diante do Senhor pedindo
que o Senhor que é Senhor de tudo tenha misericórdia de mim
e me perdoe porque eu nunca glorifiquei, nunca lhe dei graças. Eu quero
te louvar agora como o meu Criador, o Criador dos céus e da terra
e Senhor de tudo e eu quero louvar ao Senhor por isso. Deus Criador,
eu te louvo. tudo que o Senhor fez e lhe dou
graças por tudo que o Senhor fez e mais. Quero conhecê-lo
como meu salvador também. Salva-me pela fé em Jesus Cristo,
salva-me e ele ouvirá e livrará você desse declínio terrível
que o apóstolo Paulo menciona em Romanos capítulo Irmãos, há
outras coisas a dizer, mas o tempo não permite. O importante é que
os irmãos guardem essas lições nos seus corações, que elas mudem
a vida de oração de vocês, a postura de vocês no que diz respeito
à adoração. E aqueles que ainda não conhecem
o Deus verdadeiro, tenham temor e tremor diante desse Deus criador,
que fez os céus e a terra, que é um Deus grandioso, Mas é um
Deus que fez tudo isso para participar da nossa história e quer participar
da nossa história. Esse Deus que fez os céus e a
terra, ele invade os céus e a terra e se aproxima de nós. E é possível
servi-lo e adorá-lo. E é possível conhecê-lo não só
como criador, dando-lhe graças e louvor, mas é possível também
conhecê-lo como salvador, crendo no seu filho. Nossa súplica é
que isso aconteça com todos vocês, especialmente aqueles que ainda
não conhecem Jesus, ainda nesta noite. Oremos. Senhor Deus, obrigado
por esse texto de Gênesis 1. Pedimos que o Senhor nos abençoe
para que a verdade da criação, com todo o seu impacto vivencial,
seja aprovada por todos aqui. Que aprendamos a louvar ao Senhor
como o Deus Criador. Que aprendamos a reconhecer o
Seu Senhorio, a Sua autoridade sobre tudo que há. e que aprendamos
que tudo que o Senhor fez é bom. E aprendendo tudo isso, nós possamos
glorificar ao Senhor e lhe dar graças. E assim, vivendo nessa
vida de gratidão e de louvor ao Senhor, pelo Deus Criador
que o Senhor é, pelo Redentor que o Senhor é, nos livremos
desse caos moral que a rejeição do Senhor gera. O Deus pedimos
essas coisas em nome de Jesus. Amém.
A criação do universo (parte 2)
Series Gênesis
| Sermon ID | 411161211582 |
| Duration | 1:08:21 |
| Date | |
| Category | Sunday Service |
| Bible Text | Genesis 1:4-25 |
| Language | Portuguese |
Documents
Add a Comment
Comments
No Comments
© Copyright
2026 SermonAudio.